A polêmica em torno do caso Eliza Samudio ganhou um novo capítulo. Após a sensitiva Lene divulgar, em um programa de rádio, o que seria um áudio psicografado da modelo (morta em 2010), a família da vítima reagiu com indignação. Em conversa exclusiva com o Portal Felipeh Campos, o irmão de Eliza, Arlie Moura, criticou duramente a postura da vidente e questionou a veracidade do material.
Arlie não poupou críticas à postura da vidente e classificou o episódio como uma invasão emocional "Sobre essa questão da Lene fazer esse áudio, eu acho uma falta de tato. Para uma pessoa que trabalha com espiritualidade, realizar esse tipo de coisa ou alguém falar de carta psicografada é algo que mexe com o psicológico do familiar e de quem está recebendo."
Revoltado com a exposição, Arlie classificou a atitude como uma quebra de ética e responsabilidade emocional "É uma falta de profissionalismo, uma falta de tato. Isso é uma falta de responsabilidade afetiva com o próximo. Minha mãe e eu já frequentamos centros espíritas quando morávamos em Campo Grande e nunca aconteceu nada. Se ela quisesse falar realmente, ela procuraria a família, e não alguém que não é da família, até porque eu sou irmão dela." destacou.
Ele ainda complementou dizendo que: "Eu, como irmão dela, já tive uma experiência com a própria Eliza. Logo que meu sobrinho chegou, a gente morava junto e eu senti a presença dela; sabia que era ela quem estava olhando as roupas do filho e as guardando no guarda-roupa, porque senti um cheiro de rosa no quarto e o ambiente ficou extremamente gelado. Então, eu já tive essa experiência. Se minha irmã quiser mandar algum contato, ela sabe qual é o canal." finalizou
.Ainda em conversa com o Portal Felipeh Campos, ele ainda complementou dizendo que o marido, Dimmy Souza, responsável pelo perfil @dnamagia, também trabalha como tarólogo e que, por conhecer a ética da profissão, jamais teria uma conduta de tamanha exposição com um tema tão delicado "Eu acredito que o meu marido que trabalha com espiritualidade, realizando tiragem de cartas e fazendo vários atendimentos relacionados à espiritualidade tem um tato mais responsabilidade com os clientes dele de não passar esses certos tipo de coisa sabe ou de ficar buscando esses tipo de situação" concluiu.
O desaparecimento de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, permanece como um dos episódios mais chocantes da crônica policial brasileira. O caso ganhou repercussão nacional após as investigações apontarem o envolvimento direto do então goleiro Bruno Fernandes, resultando em condenações judiciais para os envolvidos por crimes como homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, mesmo após 16 anos e o cumprimento de penas, o paradeiro dos restos mortais da modelo nunca foi descoberto.