O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome do partido para a corrida presidencial, estuda incorporar uma reforma institucional profunda em seu plano de governo: a extinção da reeleição para chefes do Executivo. A iniciativa é vista como um gesto político para sinalizar “compromisso de diálogo com o Congresso Nacional”, caso conquiste a cadeira de presidente.
A proposta em questão, que sugere um mandato único de cinco anos, obteve sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no último ano. Contudo, o caminho para que se torne regra constitucional ainda depende de novas votações nas casas legislativas.
Do lado oposto, o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva, já se posicionou de forma contrária à alteração, mesmo diante de garantias de que a norma não afetaria o próximo pleito.
A pauta não é exclusiva do PL. O PSD, sob a liderança de Gilberto Kassab, também demonstra inclinação favorável ao fim do instituto da reeleição. A expectativa é que o nome indicado pela sigla para a disputa presidencial siga a mesma linha, criando um bloco de pressão sobre o tema.
Para além das reformas políticas, Flávio concentra esforços na estruturação de sua agenda para a economia e na construção de pontes sociais:
Faria Lima: O parlamentar busca um economista de vertente liberal e com forte interlocução no centro financeiro de São Paulo para dar credibilidade às suas propostas de mercado.
Nova Narrativa: Em um movimento estratégico para reduzir resistências e “suavizar sua imagem pública”, o plano de governo deve contemplar políticas voltadas a minorias, buscando ampliar o espectro de eleitores e humanizar a campanha.