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Boulos diz estar ansioso pelos debates na disputa presidencial: “Doido para ver Lula debater segurança com Flávio”
Ministro acusou senador de ligação com milícia e citou caso Queiroz durante entrevista
23/02/2026 16h24 Atualizada há 6 meses
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Fotos: Reprodução

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), afirmou que está “doido” para ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) debater segurança pública com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de outubro.

A declaração foi dada em entrevista ao programa Alô, Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional:

A oposição vive dizendo que quer debater segurança pública na eleição. Eu estou doido para ver o Lula debater com Flávio Bolsonaro segurança pública.

Durante a conversa, Boulos acusou o senador de ter relação com milícias no Rio de Janeiro. Ele citou o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como líder do chamado Escritório do Crime, e Fabrício Queiroz, investigado por suspeita de operar um esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual.

Quem é acusado de relação com milícia no Rio de Janeiro é ele. Quem, inclusive, empregou no seu gabinete Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime envolvido no assassinato da Marielle Franco, é ele. O Queiroz. Quem tomou processo por rachadinha em loja de chocolate da Kopenhagen lá na Barra da Tijuca é ele. Vamos botar a ficha corrida aqui.

Adriano da Nóbrega morreu em 2020 e chegou a ser homenageado por Flávio Bolsonaro quando o senador ocupava cargo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O parlamentar também empregou familiares do ex-capitão em seu gabinete.

Na entrevista, Boulos ainda defendeu a atuação do governo federal em investigações recentes, como as apurações de fraudes no INSS e no Banco Master. Segundo ele, Lula tem garantido autonomia à Polícia Federal, em contraste com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como Lula manda investigar, dá autonomia para a Polícia Federal - coisa que o Bolsonaro não fez. Aí, eles querem se vender como arautos da moralidade. Não, aqui, não.