A apresentadora Katiúzia expressou indignação ao vivo durante um programa de televisão ao comentar a possibilidade de o rapper Oruam se apresentar como pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, mesmo sendo considerado foragido pela Justiça.
Durante o debate sobre o cenário político e as eleições, a comunicadora criticou a situação e questionou a atuação das instituições. “Agora vamos saber, vamos ver como a nossa Justiça está rasgando as leis, está fazendo o país retroceder”, afirmou. Em outro momento, completou: “Daqui a pouco vamos deixar esse rapaz foragido pré-candidato, candidato a deputado federal”.
Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é um rapper carioca que ganhou projeção nacional nos últimos anos. No entanto, ele passou a enfrentar problemas judiciais após o descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo informações divulgadas anteriormente pelas autoridades, o dispositivo apresentou dezenas de violações, incluindo períodos desligado ou sem sinal, o que levou à decretação de sua prisão preventiva. Desde então, o artista é considerado foragido, conforme registros oficiais.
Além disso, o rapper já esteve envolvido em outras ocorrências investigadas pela Polícia Civil, o que ampliou a repercussão em torno de sua situação judicial.
No Brasil, a candidatura a cargos eletivos depende do cumprimento de requisitos legais e da análise da Justiça Eleitoral. A condição de foragido pode gerar questionamentos sobre a viabilidade de eventual registro de candidatura, já que a Justiça é responsável por avaliar se o postulante atende às exigências previstas na legislação.A fala de Katiúzia trouxe esse ponto para o centro do debate, ao questionar como alguém com mandado de prisão poderia avançar politicamente.
O trecho do programa rapidamente circulou nas redes sociais e dividiu opiniões. Parte do público apoiou a crítica da apresentadora, enquanto outros argumentaram que qualquer decisão sobre elegibilidade cabe exclusivamente à Justiça Eleitoral. O episódio reacende a discussão sobre responsabilidade institucional, critérios legais para candidaturas e os limites entre notoriedade pública e cumprimento da lei em ano pré-eleitoral.