A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi seguida por tumulto no plenário da comissão, com troca de empurrões entre parlamentares.
Após a votação, deputados governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar contra o resultado. A discussão evoluiu para empurra-empurra e precisou ser contida por outros parlamentares.
🚨QUEBRA de SIGILO DE LULINHA APROVADA NA CPMI DO INSS e o PAU QUEBROU!🔥
— Henrique (@henriolliveira_) February 26, 2026
Integrantes do governo entraram em DESESPERO e partiram pra AGRESSÃO! A TV Senado precisou cortar a transmissão! pic.twitter.com/fa8h95LTvR
Entre os envolvidos na confusão estavam o deputado Rogério Correia (PT-MG), o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), e os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
Lulinha entrou no foco da oposição após reportagens apontarem que ele teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o relator Alfredo Gaspar (União-AL), há indícios de que o empresário possa ter atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo.
O relator citou mensagens interceptadas nas quais Antônio Camilo, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, teria respondido que o valor era para “o filho do rapaz”. A quebra de sigilo permitirá acesso a movimentações bancárias e dados fiscais do investigado no período definido pela comissão.
A CPI também aprovou requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master. Além disso, foi aprovada a convocação do ex-CEO da instituição, Augusto Ferreira Lima.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva ainda não se manifestou sobre a decisão da CPI até a última atualização desta reportagem. A comissão investiga suspeitas de irregularidades e descontos indevidos em benefícios do INSS.