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Scheila Carvalho rebate críticas por 'deixar' a mãe trabalhar aos 84 anos: “Não é sobre necessidade”
Artista se pronunciou após comentários apontarem que a família estaria “passando necessidade” depois de perder carrinho de churros em enchente
27/02/2026 15h19 Atualizada há 6 meses
Por: Mateus Pereira
Fotos: redes sociais

Scheila Carvalho usou as redes sociais nesta sexta-feira (27) para rebater críticas após revelar que a mãe, Eunice Ladeira, de 84 anos, perdeu o carrinho de churros durante as fortes chuvas em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

A eterna Morena do Tchan contou que ficou surpresa com a repercussão negativa. “Quis compartilhar a realidade das enchentes lá na minha cidade natal, tranquilizar as pessoas sobre minha família, pedir ajuda — esse era o foco”, explicou. Segundo ela, parte dos comentários questionou o fato de a mãe ainda trabalhar, insinuando que, por ser “rica” ou “milionária”, não permitiria que a família passasse necessidade.

Scheila fez questão de esclarecer. “As pessoas começaram a questionar o fato de minha mãe ainda trabalhar, dizendo que isso é um absurdo, porque eu sou rica, sou milionária, mas talvez o que esteja faltando hoje seja entender que trabalho nem sempre é sobre necessidade”, afirmou. “É sobre propósito, autonomia, alegria de viver. Minha mãe trabalha com churros até hoje porque ama o que faz.”

Foto: Instagram

A dançarina explicou ainda que o trabalho se tornou uma forma de socialização para dona Eunice. “É onde ela conversa, se distrai, se sente útil, independente, viva. Quantas vezes já falei para ela: ‘Mãe, você não precisa disso’. Já chamei para vir morar comigo várias vezes”, contou.

Atualmente morando na Bahia com o marido, Tony Salles, Scheila disse que a mãe é apegada à cidade natal e tem medo de viajar de avião ou navio, o que dificulta as visitas. “Ela é enraizada, ama estar lá. Nem viajar de férias ela aceita”, relatou.

Por fim, a artista lamentou que a polêmica tenha ganhado mais destaque do que a tragédia das enchentes:

Como é que diante de tanta tragédia que atinge tanta gente, ainda existe julgamento mais do que empatia? O mundo anda mesmo doente, quando as pessoas preferem atacar do que compreender. A verdade é que, no meio de tanta água, o que a gente mais precisa é resgatar a humanidade.