O cenário político paulista segue em ebulição, mas o entorno direto de Tarcísio de Freitas sinaliza que são mínimas as probabilidades de o Governador de São Paulo abandonar o Republicanos em direção ao PL para a reeleição de mandato em 2026.
Conforme antecipado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, existe um movimento interno no Partido Liberal que aposta no carisma e na influência do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para persuadir o governador a realizar a migração partidária.
Para a cúpula do PL, o filho do ex-presidente seria o articulador ideal nessa manobra. A lógica é que, com Tarcísio oficialmente nas fileiras da legenda, a campanha de Flávio ao Planalto ganharia uma força sem precedentes no maior reduto eleitoral do país.
Um dos receios pragmáticos levantados por membros do PL envolve a confusão na cabine de votação. Eles temem que, se Tarcísio permanecer no Republicanos, uma parcela expressiva do eleitorado acabe digitando o número errado para a disputa presidencial — especificamente, que o eleitor possa “apertar o “10” em vez do “22”, número do PL”.
Contudo, vozes próximas ao governador refutam qualquer plano de mudança. O principal entrave, segundo esses aliados, reside no histórico de atritos e na falta de sintonia entre Tarcísio e o comando nacional da agremiação de Valdemar Costa Neto.