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Pesquisa indica que 95% apoiam impeachment de Moraes em ato na Paulista
Levantamento da USP aponta amplo apoio ao impeachment de ministros do STF e preferência majoritária por Flávio Bolsonaro entre participantes do ato bolsonarista.
02/03/2026 13h41
Por: Natália Raquel
Ato bolsonarista realizado neste domingo (01/03), em Copacabana, contra ministros do STF. Foto: Márcia Foletto

Levantamento do Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo (USP), aponta que 95% dos participantes do ato bolsonarista realizado domingo, 1º, na Avenida Paulista defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O impedimento de Dias Toffoli é apoiado por 93%.

A pesquisa foi conduzida em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a ONG More in Common. Os pesquisadores entrevistaram 704 pessoas entre os 20,4 mil participantes estimados.

Preferência presidencial

Entre os entrevistados, 74% indicaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como favorito para a eleição presidencial. Em segundo lugar aparece o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 10%. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi citada por 4%. Outros nomes somaram 9%. Três por cento afirmaram não preferir nenhum dos indicados, e 1% disse não saber responder.

O levantamento também mediu posicionamentos políticos. Oitenta e um por cento defenderam anistia a políticos e militares condenados por tentativa de golpe de Estado. Setenta e sete por cento disseram se identificar como “muito de direita”, e 67% se declararam “muito conservadores”.

Sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, 28% afirmaram ser completamente favoráveis, 28% parcialmente favoráveis e 23% contrários.

Divergências internas

O tom das críticas ao STF dividiu organizadores do ato. Parte do grupo avaliou que a pressão pelo impeachment de Toffoli poderia beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso abrisse vaga para nova indicação à Corte.

Houve também receio de que o impedimento de um ministro criasse precedente para outros afastamentos no tribunal. O tema foi citado por lideranças como o pastor Silas Malafaia.No caminhão de som, Flávio Bolsonaro evitou mencionar nominalmente Moraes e Toffoli. Já outros convidados adotaram discurso mais incisivo contra o STF.