O cenário político paulista ganha um novo componente estratégico com a confirmação da filiação de Pablo Marçal ao União Brasil. Após concluir as tratativas internas, a cúpula da legenda decidiu lançar o empresário como candidato a uma vaga na Câmara Federal. Ao Estadão a informação foi confirmada pelo presidente estadual da sigla, Milton Leite, que planeja utilizar a capilaridade digital de Marçal para fortalecer a bancada federal do partido.
Apesar do otimismo do União Brasil, o caminho jurídico de Marçal é complexo. Atualmente, ele enfrenta uma inelegibilidade de oito anos, mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em dezembro de 2025, por uso indevido dos meios de comunicação. Além disso, a Corte confirmou uma multa de R$ 420 mil por descumprimento de ordens judiciais. O caso agora aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A cerimônia de ingresso está marcada para esta sexta-feira (6), no espaço de eventos Vila K, localizado na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo.
A atual condição de inelegibilidade de Pablo Marçal é fruto de uma condenação proferida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, fundamentada em uma série de infrações graves durante o pleito de 2024. O magistrado identificou a prática de abuso de poder político, econômico e midiático, além de captação ilícita de recursos. Entre os pontos centrais da sentença, destacam-se a venda de apoio político a candidatos a vereador em troca de doações via Pix de R$ 5 mil e a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral. Embora a pena imposta seja de oito anos de afastamento das urnas, Marçal ainda pode reverter o cenário, pois a inelegibilidade só se torna definitiva se a sentença for confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).