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Wanessa Camargo questiona cultura do cancelamento e relata ameaças de morte após reality “As pessoas são muito cruéis”
Em entrevista, cantora afirma que a internet cria uma “bolha distorcida” e relembra o impacto das críticas em seus filhos após o BBB 24.
03/03/2026 18h32 Atualizada há 6 meses
Por: Redação
Wanessa Camargo. Reprodução: Instagram @wanessa

A cantora Wanessa Camargo revisitou as polêmicas de sua trajetória recente e a forte rejeição sofrida após sua expulsão do Big Brother Brasil 24. Em entrevista ao podcast Desculpe Incomodar, a artista minimizou o fenômeno do "cancelamento" virtual, classificando-o como um movimento restrito às plataformas digitais que não se reflete necessariamente no contato direto com o público nas ruas.

Para Wanessa, existe um abismo entre o comportamento dos usuários em redes como X (antigo Twitter) e Instagram e a vida fora das telas. "Eu não acredito em cancelamento. Para mim, isso não existe. Pra mim, isso é só uma bobeira da rede social. Eu passei por isso participando de 'BBB', saí na rua e estava sendo aplaudida", declarou. Segundo ela, a percepção de ódio é inflada pela dinâmica da internet: "A gente acha que o mundo é aquela bolha de Twitter e Instagram, e não é. Aquele mundo é muito pequeno perto do mundo real".

O momento mais sensível da conversa foi o relato sobre a segurança de seus filhos, José Marcus e João Francisco. A cantora revelou que o primogênito teve acesso a ameaças de morte direcionadas a ela durante o período de maior crise. "Foi muito ruim. As pessoas são muito cruéis. O José chegou a ver ameaça de morte. Ele ficava ligado em tudo, vi tudo o que falavam da mãe dele", lamentou. Para proteger as crianças, ela focou em demonstrar que o carinho presencial superava a agressividade digital: "Tá vendo como a internet não é real? Olha quanta gente me abraçando, me dando carinho. Cadê aquelas pessoas que estavam xingando a mamãe?".

A carreira de Wanessa Camargo é definida por uma transição corajosa entre o universo sertanejo e o pop, consolidando-a como uma das pioneiras do gênero no Brasil no início dos anos 2000. Revelada com o hit "O Amor Não Deixa", ela rapidamente se tornou um ídolo juvenil, mas foi sua capacidade de metamorfose que a manteve relevante por mais de duas décadas. Ao longo dos anos, Wanessa transitou pelo romantismo, flertou com a música eletrônica em sua fase "DNA" ganhando destaque nas pistas internacionais e retornou às suas raízes com o projeto "33". Mais do que uma intérprete, a artista se estabeleceu como uma figura resiliente da indústria fonográfica, sobrevivendo a mudanças de mercado e críticas constantes, sempre buscando alinhar sua sonoridade à sua evolução pessoal e maturidade vocal.