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Projeto que amplia licença-paternidade para 20 dias é aprovado no Senado; entenda os próximos passos
Senado Federal aprovou a proposta que estende o afastamento remunerado da licença-paternidade de cinco para 20 dias e cria oficialmente o salário-paternidade no âmbito da Previdência Social. Com a aprovação parlamentar, o texto agora aguarda a sanção da Presidência da República
05/03/2026 10h38
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Direito News

Em uma votação histórica nessa última quarta-feira (4), o Senado Federal aprovou a proposta que estende o afastamento remunerado da licença-paternidade de cinco para 20 dias e cria oficialmente o salário-paternidade no âmbito da Previdência Social. Com a aprovação parlamentar, o texto agora aguarda a sanção da Presidência da República.

Cálculos apresentados durante a tramitação na Câmara indicam que a implementação da medida terá um custo fiscal progressivo: R$ 2,2 bilhões em 2026, saltando para R$ 3,2 bilhões em 2027 e atingindo R$ 4,3 bilhões em 2028. A previsão é que o montante chegue a R$ 5,4 bilhões no ano subsequente. O financiamento dessas despesas virá do orçamento da Seguridade Social, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O novo benefício — válido para nascimentos biológicos, adoções ou guardas judiciais — será pago de forma integral. Contudo, a aplicação do teto de 20 dias está condicionada à saúde das contas públicas. O texto estabelece que a licença de 20 dias só será aplicada em 2029, caso a “Meta Fiscal do exercício de 2028 tenha sido cumprida”.

Atualmente fixado em cinco dias, o período de descanso passará por um escalonamento de quatro anos a partir de 1º de janeiro de 2027:

Dinâmica e Direitos do Trabalhador

O projeto introduz flexibilidades e proteções importantes para o novos papais:

Pagamento e Compensação

Embora o auxílio masculino ainda seja inferior aos quatro meses garantidos às mães, o modelo de remuneração segue a mesma lógica do salário-maternidade. Para quem possui carteira assinada (CLT), a empresa efetua o pagamento e busca o ressarcimento junto ao INSS. Já no caso de MEIs, autônomos e contribuintes individuais, o repasse é feito diretamente pelo instituto previdenciário.