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Eduardo Leite anuncia pré-candidatura à Presidência pelo PSD e diz que Brasil “tem um problema de direção”
Governador do RS divulga manifesto, defende responsabilidade fiscal e reequilíbrio entre os Poderes
06/03/2026 13h23
Por: Natália Raquel
Foto: Mauricio Tonetto, Secom RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou nesta sexta-feira (6) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD. Em um “manifesto ao Brasil” divulgado nas redes sociais, ele afirmou que o país enfrenta um “problema de direção” e precisa superar a lógica de polarização política.

“Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento”, escreveu.

Reequilíbrio institucional

No texto, Leite defende um novo pacto pela governabilidade democrática e a retomada da responsabilidade fiscal como “agenda de país”. Segundo ele, é preciso reequilibrar a relação entre os três Poderes para viabilizar reformas estruturais.

“Sem coordenação entre os Poderes, não há reforma estrutural”, afirmou.
“Precisamos reequilibrar as funções dos 3 Poderes, com diálogo, transparência e visão de país.”

O governador também citou a necessidade de enfrentar “privilégios do setor público” e “anomalias de funcionamento do Estado brasileiro”, mencionando episódios como a Lava Jato, o caso Banco Master, a chamada “farra das emendas” e os supersalários.

Propostas

Entre os pontos defendidos pelo pré-candidato estão:

Leite afirmou que o Brasil precisa combinar crescimento econômico com proteção social e estabilidade institucional.

Disputa interna no PSD

Além de Eduardo Leite, o PSD conta com outros dois governadores cotados para a disputa presidencial: Ronaldo Caiado, de Goiás, e Ratinho Jr., do Paraná.

Em janeiro, os três divulgaram compromisso público de apoiar o nome que for escolhido como candidato do grupo à Presidência.

Com o anúncio formal da pré-candidatura à Presidência pelo PSD, Leite antecipa o debate interno da legenda e se posiciona como alternativa de centro para a corrida eleitoral de 2026.