O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) informou nesta segunda-feira (9) que já reuniu as 27 assinaturas necessárias para solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado com o objetivo de investigar a atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o Banco Master.
O requerimento para a criação da CPI foi apresentado por Vieira na última sexta-feira (6). De acordo com o parlamentar, o número mínimo de apoios exigido pelo regimento da Casa já foi alcançado, permitindo que o pedido avance para as próximas etapas formais de tramitação.
Segundo o senador, a coleta de assinaturas continuará mesmo após atingir o mínimo necessário, para garantir maior respaldo político à investigação. “Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, afirmou.
Nos últimos meses, a condução de processos relacionados ao Banco Master no STF passou a ser alvo de questionamentos dentro do meio político, principalmente por suspeitas de possível proximidade entre autoridades da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira investigada.
O ministro Dias Toffoli, que inicialmente era relator de processos relacionados ao caso, deixou a condução do tema após a divulgação de informações sobre uma sociedade que chegou a manter com uma empresa ligada a Vorcaro. A mudança de relatoria ampliou o debate sobre possíveis conflitos de interesse no julgamento.
Além disso, mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicariam uma aproximação entre o empresário e o ministro Alexandre de Moraes, conforme revelado em reportagens recentes. As informações intensificaram a pressão de parte do Senado por esclarecimentos e motivaram a proposta de criação da CPI.
Caso o pedido seja formalmente protocolado e autorizado pela presidência do Senado, a comissão poderá investigar a relação entre autoridades públicas e o banqueiro, além de apurar possíveis irregularidades no andamento de processos ligados ao banco.