Cerca de 30 deputados federais, representando siglas de peso como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e PL, encaminharam nesta segunda-feira (9) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um pedido formal para a abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O movimento é visto nos bastidores como uma estratégia de pressão articulada por setores do Centrão e da direita.
O documento baseia-se em denúncias que, segundo os parlamentares, comprometem a imparcialidade e o decoro do ministro. Entre os pontos citados, destacam-se o polêmico contrato de R$ 129 milhões entre sua esposa, Viviane Barci, e o Banco Master, além de supostos conflitos de interesse e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro no dia de sua prisão.
Apesar da ofensiva, a expectativa no Congresso é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não leve a denúncia adiante de imediato. No entanto, o gesto político simboliza um novo capítulo na tensão entre o Legislativo e a Suprema Corte, servindo como termômetro para a força da oposição no atual cenário político.
A movimentação ocorre em um momento de articulações intensas no Senado, coincidindo com reuniões estratégicas entre lideranças da oposição e o comando da casa. O foco agora se volta para a resposta oficial de Alcolumbre e para a repercussão do caso entre os demais ministros do STF e as bancadas partidárias.