O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve prorrogar por mais 60 dias as investigações sobre a suposta fraude envolvendo o Banco Master. O atual prazo para conclusão do inquérito termina em 16 de março, mas a Polícia Federal solicitou mais tempo para avançar nas apurações.
Segundo os investigadores, o pedido de prorrogação se deve à complexidade do caso e ao grande volume de documentos e dados apreendidos durante a investigação. Parte relevante das provas está nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, que ainda passam por análises técnicas detalhadas.
Desde que assumiu a relatoria do caso, em fevereiro, Mendonça tem cobrado agilidade da Polícia Federal, mas reconhece que o prazo estabelecido anteriormente pelo ministro Dias Toffoli pode não ser suficiente para a conclusão das diligências. O relator já realizou reuniões com investigadores para acompanhar os avanços e avaliar novos relatórios apresentados pela corporação.
Além da análise do material apreendido, a PF pretende realizar novos interrogatórios e outras diligências para esclarecer a atuação do grupo investigado. As apurações também envolvem inquéritos relacionados ao caso e possíveis ramificações do esquema.
As investigações ganharam novo capítulo em 4 de março, quando Mendonça determinou a prisão de Vorcaro e de outras três pessoas suspeitas de integrar uma “milícia privada” que teria atuado para intimidar adversários do banqueiro. As detenções ocorreram durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.
Paralelamente, a Segunda Turma do STF também analisa a manutenção da prisão de Vorcaro. O colegiado responsável pelo julgamento é composto pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte.