O partido Missão, braço político do Movimento Brasil Livre (MBL), protocolou nesta sexta-feira (13) um pedido de cassação do mandato da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A representação, assinada pelo presidente da legenda, Renan Santos, e defendida pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), questiona a conduta da parlamentar logo após ela assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.
A base do pedido de cassação são declarações feitas por Erika Hilton nas redes sociais em resposta às críticas que recebeu ao ser eleita para o comando da comissão. Segundo o requerimento, a deputada teria cometido quebra de decoro ao utilizar termos considerados insultuosos, como "imbeCIS" (um trocadilho com o termo cisgênero), para se referir aos seus detratores, além de afirmar que eles "podem latir".
Para o presidente do Missão, Renan Santos, a postura de Hilton é incompatível com o cargo que ocupa. "É inaceitável que a presidente da Comissão da Mulher, em seu primeiro ato público, escolha não apenas segregar, mas também insultar de forma tão vil justamente o grupo que deveria representar", declarou o dirigente na representação.
O pedido agora deve seguir os trâmites da Câmara dos Deputados, onde será analisado se há elementos suficientes para a abertura de um processo no Conselho de Ética. O caso acirra ainda mais os ânimos entre a bancada do PSOL e os parlamentares ligados ao MBL no Congresso.