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Após crise no INSS, fontes apontam cobrança e “ultimato” entre Lula e Lulinha; entenda
Relatos indicam irritação do presidente após nome do filho aparecer em investigações sobre desvios
17/03/2026 10h48
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Fábio Luís e o pai, Presidente Lula - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Palácio do Planalto e a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) foram palcos de relatos sobre um diálogo ríspido e repleto de advertências entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu herdeiro, o empresário Fábio Luís Lula da Silva.

Conforme apurado por três fontes da CNN Brasil, o encontro ocorreu imediatamente após as suspeitas de irregularidades em benefícios previdenciários do INSS alcançarem o empresário.

Embora o filho tenha rechaçado qualquer participação nos ilícitos, a postura do mandatário foi de rigor. Lula teria reforçado que, diante de provas, o processo deve seguir seu curso natural, mantendo a diretriz de que "se houver indícios, o caso deve ser investigado".

Estratégistas governistas tentam usar esse relato da conversa para blindar a imagem presidencial, mas o pessimismo é latente. Internamente, o desgaste provocado pelo episódio é apontado como um dos fatores que prejudicam o desempenho do governo em sondagens de popularidade, especialmente às vésperas do período eleitoral.

A gestão da crise liderada por Sidônio Palmeira, ministro da Secom, tem enfrentado resistência dentro do PT. Enquanto o governo tenta emplacar notícias favoráveis, uma vertente do partido clama por uma ofensiva direta, sugerindo que o presidente traga de volta à tona as denúncias de “rachadinha” contra o clã Bolsonaro.

Nessa última segunda-feira (16), os advogados de Fábio Luís notificaram o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre detalhes financeiros de sua rotina. Foi confirmado que uma viagem ao exterior foi financiada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Mesmo com a confirmação do custeio, a defesa nega crimes e promete que todas as dúvidas serão sanadas judicialmente. Por enquanto, a cúpula aliada aposta no esfriamento do tema para consolidar a tese de que os ataques possuem caráter meramente político.