Notícias Caso Banco Master
Mendonça prorroga inquérito do Master após pedido da PF; entenda
Essa determinação surge em meio à forte probabilidade de um acordo de colaboração premiada por parte de Daniel Vorcaro, buscando esclarecer as evidências sobre a composição dos sócios da entidade
18/03/2026 17h54 Atualizada há 5 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Carlos Moura/SCO/STF

O magistrado André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu um adiamento de dois meses ao inquérito 5.026/DF, que examina condutas ilícitas ligadas ao Banco Master, acolhendo uma solicitação enviada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (18).

Essa determinação surge em meio à forte probabilidade de um acordo de colaboração premiada por parte de Daniel Vorcaro, buscando esclarecer as evidências sobre a composição dos sócios da entidade. Projeta-se que, caso o banqueiro opte por confessar agora, o pacto seja selado diretamente com a Polícia Federal e não com a Procuradoria-Geral da República. Isso se deve ao fato de que os agentes da corporação detêm um volume maior de dados que a PGR, já que o processo ainda não chegou na fase de apresentação de denúncia.

O caso, que no princípio mirava a negociação de aquisição do Master por parte do BRB, ganhou novas dimensões ao investigar delitos de suborno e ocultação de bens que podem envolver figuras de alto escalão do Judiciário e do Parlamento.

De acordo com a PF, esse período adicional é fundamental para finalizar o exame dos itens recolhidos, concentrando esforços na intersecção de registros financeiros. Essa movimentação nos tribunais ocorre simultaneamente ao encerramento das atividades de um colegiado parlamentar, o que conserva a vigilância constante sobre o banco.