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MPF recebe denúncias de transfobia e racismo contra Fabiana Bolsonaro
Episódio durante sessão em São Paulo vira alvo do MPF, mobiliza parlamentares e abre investigação por possíveis crimes
20/03/2026 12h56
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução | Alesp

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro entrou no radar do Ministério Público Federal após protagonizar um episódio que gerou forte reação. O órgão confirmou o recebimento de duas notícias-crime contra a parlamentar, que agora passam por análise para definição dos próximos passos.

O caso começou após uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo, quando a deputada utilizou pintura no rosto e no corpo durante um discurso. A atitude foi interpretada por parlamentares como prática de blackface, o que ampliou rapidamente a repercussão.

GENTE? A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) fez black face em protesto contra Érika Hilton:

"Agora aos 32 anos decido me travestir como uma pessoa negra [...] Eu virei negra? Eu senti o desprezo da sociedade por uma pessoa negra que jamais deveria existir?" pic.twitter.com/z2V8thS1Ff

— POPTime (@poptime) March 18, 2026

Uma das denúncias foi apresentada pela deputada Ediane Maria, que apontou possível violação de princípios constitucionais e pediu investigação por crimes cometidos contra uma parlamentar em exercício. O documento também reforça que o blackface é reconhecido como uma prática de cunho racista.

O episódio também levou à abertura de uma representação no Conselho de Ética da Alesp, que deve apurar se houve quebra de decoro parlamentar. A depender do desdobramento, o caso pode ter consequências mais graves dentro da própria Casa.

Entre as reações, a deputada Beth Sahão classificou o comportamento como grave. “Ela destilou todo seu racismo e sua transfobia durante sua fala, e ambas as atitudes configuram crimes”, afirmou.

A defesa de Fabiana Bolsonaro, por outro lado, negou irregularidades e afirmou que as denúncias seriam uma tentativa de silenciar um debate político. Segundo a nota, a manifestação da parlamentar estaria protegida pela liberdade de expressão.

A polêmica teve início quando a deputada criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara. Durante o discurso, ela afirmou que realizaria um “experimento social”, o que acabou intensificando ainda mais a repercussão do caso.