Durante agenda em Cuiabá na manhã desta sexta-feira (20/03), o apresentador Ratinho voltou a comentar as polêmicas envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Em entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, o comunicador manteve seu posicionamento crítico e minimizou a ação judicial movida pela parlamentar contra ele.
Ratinho iniciou sua fala contextualizando o que chamou de um movimento cultural que busca inverter valores no Brasil. Segundo ele, sua opinião é fundamentada em uma “lógica” pessoal que não pretende mudar. “Infelizmente estão querendo transformar já há muito tempo, desde 1980, que está havendo um movimento que querem fazer com que no Brasil o certo seja errado e o errado seja certo. E eu discordo disso. Eu dei minha opinião, até estranhei a polêmica tão grande, porque não era uma coisa para dar uma polêmica tão grande”, afirmou o apresentador.
Ele ainda reforçou seu ponto de vista sobre a identidade feminina: “Eu fui pela lógica. Minha lógica é o seguinte: quem entende de mulher é a própria mulher. Alguém que nunca foi mulher não vai saber o que a mulher sente. É o que eu penso”.
Questionado sobre a linha tênue entre opinião e preconceito, Ratinho defendeu que sua fala não foi um ataque à comunidade trans, mas sim um posicionamento pessoal que, em sua visão, é distorcido por motivações políticas.
“Eu acho que o preconceito, infelizmente, dependendo do lado político que você está, ele é mais forte do que a opinião. Eu dei a minha opinião, não ataquei, não falei nada de trans. Respeito e continuo respeitando todo mundo que tenha o seu modelo de viver diferente. Não estou preocupado com isso, estou preocupado em que se faça a coisa certa”, declarou.
Sobre o processo judicial movido pela deputada, o apresentador demonstrou confiança de que não haverá condenação. Para ele, a forma como a parlamentar se expressa é o verdadeiro motivo do desconforto de algumas pessoas. “Tem um processo grande da Erika que ela impôs, mas eu não acredito que ela ganhe esse processo. Seria uma coisa muito desleal. Eu acho que a Justiça também não é uma Justiça que vai acreditar nas histerias. Porque, na verdade, ela é uma deputada que a forma dela falar, ela é malcriada. E aquele 'malcriamento' dela assusta algumas pessoas, mas eu não. Eu não me assusto”, concluiu.