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Ricardo Nunes critica saída de Tebet do MDB e diz que ministra atua como “marionete” de Lula
Prefeito de São Paulo questiona ligação da ministra com o estado e decisão de disputar o Senado pelo PSB
23/03/2026 11h13
Por: Natália Raquel
Foto: Reprodução/Prefeitura de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou a decisão da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de deixar o MDB e disputar uma vaga no Senado por São Paulo pelo PSB. Em entrevista, Nunes afirmou que não esperava que a ministra aceitasse integrar o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado e fez críticas diretas à mudança de partido.

“Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui”, declarou o prefeito.

Nunes também questionou a relação de Tebet com São Paulo. Segundo ele, a trajetória política da ministra está ligada ao Mato Grosso do Sul, onde foi prefeita e senadora, além de seguir o legado político do pai, Ramez Tebet. O prefeito rebateu ainda declarações do ex-ministro Fernando Haddad, que havia sugerido que Tebet teria maior ligação com São Paulo do que o governador Tarcísio de Freitas. Para Nunes, as situações são diferentes.

Na avaliação do prefeito, a decisão de Tebet atende a uma estratégia política nacional e não a uma relação construída com o eleitorado paulista. Ele também afirmou que a ministra teria deixado sua base política original ao optar pela disputa em outro estado.

A filiação de Tebet ao PSB deve ser oficializada nos próximos dias. A mudança encerra um ciclo de quase 30 anos da ministra no MDB e faz parte de uma articulação para viabilizar sua candidatura ao Senado em São Paulo.

A expectativa é que Tebet integre a chapa encabeçada por Haddad, pré-candidato ao governo paulista, fortalecendo a aliança em torno do projeto eleitoral do governo federal no estado.

A ministra, por sua vez, tem defendido a mudança de domicílio eleitoral e afirma que São Paulo teve papel relevante em sua trajetória recente. Segundo ela, o estado foi fundamental em sua projeção nacional, especialmente durante a eleição presidencial de 2022.

O movimento ocorre em um cenário de reorganização política para as eleições de 2026, com disputas estratégicas no maior colégio eleitoral do país.