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CEO da Fictor, Rafael Góis, é alvo da PF por fraudes de R$500 milhões; entenda
A justiça determinou a execução de 43 busca-apreensão e 21 prisões preventivas, das quais 13 já foram efetuadas
25/03/2026 12h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Ramsey Cardy/Web Summit via Sportsfile via Getty Images

Com foco em desmantelar uma rede criminosa especializada em fraudes bancários, a Polícia Federal (PF) deu início à Operação Fallax nas primeiras horas desta quarta-feira (25). A ofensiva ocorre simultaneamente em três estados, visando desestruturar golpes que vitimaram a Caixa Econômica Federal e podem ter causado um prejuízo superior a R$ 500 milhões.

A justiça determinou a execução de 43 busca-apreensão e 21 prisões preventivas, das quais 13 já foram efetuadas. No centro do inquérito figuram nomes conhecidos do setor empresarial:

Conexões Criminosas e Modus Operandi

A investigação revela um cenário alarmante: a estrutura financeira do Grupo Fictor teria sido compartilhada com membros da facção Comando Vermelho (CV) para a circulação de dinheiro ilícito.

O grupo operava através de:

  1. Cooptação: Funcionários de bancos inseriam dados inverídicos nos sistemas para liberar saques e transferências.

  2. Lavagem: O montante desviado era convertido em ativos digitais (criptomoedas) e itens de luxo.

  3. Fachadas: Empresas fictícias eram usadas para mascarar o rastro do dinheiro.

Os mandados, oriundos da Justiça Federal de São Paulo, abrangem cidades como Rio Claro, Limeira e Americana, além de localidades no Rio de Janeiro e na Bahia. Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, foram autorizados:

Os envolvidos enfrentam acusações que vão de corrupção e gestão fraudulenta a organização criminosa. Se condenados, as penas acumuladas podem ultrapassar 500 anos de reclusão.