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Saiba os motivos do Planalto para o aumento da desaprovação de Lula
Dados do levantamento AtlasIntel, publicados nesta quarta-feira (25), revelam que a desaprovação ao governo de Lula atingiu 53,5%, enquanto o suporte popular ficou em 45,9%
25/03/2026 12h40
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Bruno Peres/Agência Brasil

A cúpula do Poder Executivo analisa com cautela os elementos que impulsionaram o crescimento da rejeição à administração de Luiz Inácio Lula da Silva no último mês. Dados do levantamento AtlasIntel, publicados nesta quarta-feira (25), revelam que a desaprovação ao governo de Lula atingiu 53,5%, enquanto o suporte popular ficou em 45,9%.

Embora o cenário acenda alertas, auxiliares diretos do mandatário buscam relativizar o incremento dos índices negativos. Na visão de aliados próximos ao presidente, o encarecimento dos derivados de petróleo foi o principal catalisador desse movimento.

A percepção interna é que a coleta de dados ocorreu justamente durante o pico de volatilidade nos preços da gasolina, registrado entre 18 e 23 de março, o que teria contaminado a percepção do eleitorado.

O monitoramento governamental também se debruça sobre o distanciamento de dois grupos específicos: os mais novos e os mais velhos.

Radiografia da Aprovação: Recortes e Contrastes

Ao confrontar os dados atuais com o balanço de fevereiro, quando a aprovação era de 46,6% e a reprovação somava 51,5%, fica evidente um processo de desgaste da imagem governamental.

Abaixo, os detalhes demográficos e regionais que desenham o atual momento político:

Categoria Perfil do Desgaste
Gênero Rejeição predominante entre homens (63,1%), enquanto nas mulheres o índice cai para 45,9%.
Religião Crítica severa no segmento evangélico, onde a desaprovação alcança 85,5%.
Idade O suporte é mais resiliente no público de 45 a 59 anos, com reprovação de apenas 43,7%.
Geografia O Centro-Oeste lidera a oposição com 65,9% de desaprovação. Já o Nordeste permanece como o bastião governista, com aprovação (55,6%) superando a desaprovação (43,9%).

O desgaste acumulado reflete não apenas questões econômicas pontuais, mas também desafios de comunicação com nichos específicos que antes eram mais permeáveis ao discurso do Palácio do Planalto.