O 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte decidiu absolver Érica Pereira da Silveira Vicente, que era acusada de matar e mutilar Everton Amaro da Silva em um caso que chocou pela gravidade.
Segundo o portal Mgalhas, a mulher havia sido denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado, corrupção de menor e destruição de cadáver. Segundo a acusação, o crime ocorreu em março de 2025, e os dois mantinham um relacionamento.
De acordo com a denúncia, após suspeitar de comportamento inadequado do homem com sua filha, então com 11 anos, Érica teria dopado a vítima com clonazepam. Em seguida, ainda conforme o MP, ela teria iniciado uma série de agressões com faca e um pedaço de madeira, além de mutilar o órgão genital do homem enquanto ele ainda estava vivo.
A acusação também apontou que um adolescente teria ajudado a levar o corpo até uma área de mata, onde ele foi incendiado. Para o Ministério Público, o crime foi cometido com crueldade, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, porém, a versão apresentada pela ré foi diferente. Em depoimento, Érica afirmou que flagrou o homem tentando abusar de sua filha durante a madrugada. Segundo ela, reagiu imediatamente ao ver a cena e utilizou uma faca para atacar o agressor.
A acusada negou ter dopado a vítima e disse que a ação foi uma resposta ao que presenciou. Após o ocorrido, relatou que contou com a ajuda de um jovem para retirar o corpo do local. A defesa sustentou a tese de legítima defesa de terceiro, argumentando que a atitude da mãe ocorreu para proteger a filha. O Conselho de Sentença acatou essa linha e afastou a responsabilização penal.