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Marcos Oliveira sobre convivência no Retiro dos Artistas: “O comportamento é muito mal-educado”
Morando no Retiro dos Artistas após golpe de R$ 500 mil, ator revela rotina solitária e critica falta de convivência privada entre veteranos.
25/03/2026 17h35 Atualizada há 5 meses
Por: Redação
Marcos Oliveira, Reprodução: SBT/João Raposo

Residindo no Retiro dos Artistas após sofrer um golpe financeiro que lhe deixou uma dívida de R$ 500 mil, Marcos Oliveira revelou que a vida no local é marcada por uma profunda falta de conexões íntimas e afetuosas. O ator lamentou que, no ambiente coletivo, o desejo e a sexualidade dos veteranos sejam ignorados pela sociedade e pela própria rotina da instituição. “A sexualidade existe no inconsciente. À noite você tem desejos, entende? Sexual noturno. E isso não se toca no assunto porque velho é para não sentir mais prazer, para não ter mais relação”, desabafou em entrevista à revista Veja.

O eterno Beiçola esclareceu que sua busca não é por performances físicas exageradas, mas por uma conexão humana básica que parece ter se perdido entre os muros do retiro. “Eu não quero que seja fazer um sexo 'Cirque du Soleil', entendeu? Que sobe e desce, não. Mas é uma troca de carinho, uma troca de alguma coisa. E aqui não pode ter isso. Eu acho que é bom para uma convivência”, afirmou o ator, destacando que a falta de hábitos simples, como um morador visitar a casa do outro, contribui para esse cenário de isolamento afetivo.

Para Oliveira, o ambiente é dominado por uma convivência ruidosa e superficial, onde o respeito à privacidade e ao desenvolvimento emocional do idoso é escasso. “O comportamento é muito mal-educado. Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então f*da-se, deixa o pessoal falar. E eles não têm o hábito de um ir na casa do outro”, criticou. Ele ressaltou que a falta de um "desenvolvimento científico" sobre o estado psicológico e sexual dos mais velhos gera uma realidade onde o prazer é silenciado.

O ator reforça que, embora esteja em uma etapa avançada da vida e lidando com problemas de saúde, seus desejos e sua necessidade de ser tratado como um ser humano pleno permanecem ativos. “Eles não estão aqui só para comer, beber e falar do passado. Eu quero discutir ideias para o futuro. (...) Enquanto eu tiver vivo, respirando e pensando, ninguém vai me dominar o que eu sinto”, concluiu, reafirmando sua identidade e sua recusa em aceitar a invisibilidade emocional imposta pela velhice.