O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom nesta quinta-feira (26), ao avisar Teerã a encarar as tratativas de paz no Oriente Médio com máxima prioridade antes que o tempo se esgote.
Em sua rede social, o magnata descreveu os representantes iranianos como figuras "muito diferentes e estranhos". Trump ironizou a postura externa do país vizinho em contraste com a situação interna:
"Eles estão 'implorando' para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas 'analisando nossa proposta'".
A mensagem carregava uma ameaça velada sobre as consequências de um possível fracasso diplomático:
"[...] é melhor eles levarem isso a sério logo, antes que seja tarde demais. Pois quando isso acontecer, não haverá recuo, e não será nada bonito", concluiu.
O clima de urgência sucede um breve momento de otimismo no início da semana, quando Trump mencionou diálogos "muito positivos". Na ocasião, ele chegou a pausar por cinco dias o ultimato que exigia a desobstrução total do Estreito de Ormuz, uma via vital para o fluxo de energia global. No entanto, o regime iraniano rebateu as afirmações, ironizando que Washington estaria "negociando consigo mesmos".
O chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, trouxe novos detalhes ao confirmar que seu país atua como ponte entre as nações. Ele revelou no X (antigo Twitter) que os EUA apresentaram uma lista de 15 tópicos que seguem sob avaliação de Teerã, contando com o suporte diplomático da Turquia e do Egito.
A tensão escalou drasticamente após a ofensiva conjunta de EUA e Israel em 28 de fevereiro, focada em desmantelar as capacidades nucleares e balísticas iranianas. Desde então, o Oriente Médio vive um ciclo de retaliações, com o Irã lançando artefatos contra território israelense e bases americanas situadas em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait.