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Janja critica Nikolas Ferreira, defende PL da misoginia e afirma “Eu não vou desistir”
Em vídeo, Janja critica desinformação sobre projeto aprovado no Senado e alerta para os perigos da “machosfera” e do discurso de ódio contra mulheres.
27/03/2026 18h14 Atualizada há 5 meses
Por: Redação
Janja (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil) e Nikolas Ferreira (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

A primeira-dama Janja Lula da Silva utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira, dia 27, para se posicionar firmemente em defesa do projeto de lei que criminaliza a misoginia. A proposta, que define o crime como o ódio ou aversão sistemática às mulheres, foi aprovada por unanimidade no Senado na última terça-feira, dia 24. Em um vídeo direcionado ao público, Janja rebateu críticas e o que classificou como "desinformação" propagada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o teor da nova legislação.

Durante o desabafo, Janja estabeleceu uma relação direta entre o discurso de ódio destilado em plataformas digitais e a violência física que vitima mulheres diariamente no Brasil. "Enquanto você se preocupava em produzir um vídeo com desinformação, mulheres estavam sendo assassinadas", afirmou a primeira-dama, questionando o parlamentar se ele teria dimensão de que esse tipo de comportamento também pode atingir figuras próximas, como filhas, mães e irmãs.

 
 
 
 
 
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A primeira-dama também trouxe o debate para o contexto regional de Nikolas Ferreira, destacando que Minas Gerais ocupa a triste marca de segundo estado que mais mata mulheres no país. Segundo ela, o projeto de lei não é apenas uma questão ideológica, mas uma ferramenta de proteção à vida. Janja aproveitou para alertar sobre o avanço de movimentos como a "machosfera" e o "red pill", que, em sua visão, incentivam crianças e adolescentes a enxergar meninas e mulheres como alvos de ataques.

Ao finalizar seu posicionamento, Janja fez um apelo direto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ela reforçou a necessidade de que a proposta seja pautada e votada com urgência pelos deputados federais, argumentando que a aprovação célere e a sanção do projeto são passos fundamentais para garantir a segurança jurídica e física das mulheres brasileiras diante do crescimento da intolerância de gênero.