Nesta segunda-feira (30), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializa sua intenção de concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro. O evento de lançamento da pré-candidatura está agendado para as 16h, ocorrendo na base do PSD, em São Paulo.
A postulação de Caiado ganha fôlego extra após a retirada de Ratinho Júnior da corrida na última semana. A desistência do paranaense pavimentou a estrada para que a legenda concentrasse esforços em um representante único na disputa presidencial.
Embora ainda houvesse uma queda de braço interna com o governador gaúcho Eduardo Leite, o político de Goiás consolidou seu favoritismo perante a cúpula partidária. Os pilares dessa preferência sustentam-se no maciço suporte do setor agropecuário e em sua identificação com temas de segurança pública, pilares que prometem centralizar as discussões eleitorais de 2026.
A migração de Caiado para o PSD, ocorrida em 14 de março, foi um passo calculado de aproximação com Gilberto Kassab, presidente do partido. Como desdobramento desse projeto político, o governador se despede do comando de Goiás nessa próxima terça-feira (31), transmitindo o cargo ao vice-governador, Daniel Vilela (MDB).
A investida do PSD surge em um momento de indefinição nas urnas. Sondagens recentes indicam um equilíbrio técnico entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro, tanto na etapa inicial quanto em um eventual confronto direto.
Números do levantamento atual:
Lula: 41,3% das intenções de voto.
Flávio Bolsonaro: 37,8%.
Ronaldo Caiado: 3,6%.
Romeu Zema: 3%.
Apesar do índice inicial tímido, o entorno de Caiado acredita que a campanha terá capacidade de ganhar força à medida que os blocos políticos se definirem e a exposição midiática crescer.