Uma sondagem realizada pelo PoderData e publicada nesse último sábado (28) revela que a maioria do eleitorado brasileiro, correspondente a 74%, manifesta oposição à nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. A parlamentar é a primeira mulher transexual a assumir tal posto.
O estudo indica ainda que apenas 12% dos participantes do levantamento apoiaram a escolha da congressista para a liderança do colegiado, enquanto uma fatia de 14% optou por não emitir opinião sobre o tema.
A ascensão de Hilton à chefia da comissão ocorreu em 11 de março de 2026, estabelecendo um precedente inédito no Legislativo. Durante sua fala inaugural, a parlamentar assegurou que o grupo de trabalho contemplará todas as cidadãs "sem exceção", focando em dignidade e na diversidade feminina.
Naquela oportunidade, a deputada foi enfática ao afirmar: "Queira ou não queira, mulheres e trans e travestis não serão abandonadas nessa discussão e não me importa a vontade de quem quer que seja".
A indicação da parlamentar gerou forte resistência entre alas conservadoras do Parlamento. Representantes da oposição formalizaram um questionamento jurídico contra o processo eleitoral, alegando que o rito de votação teria sofrido irregularidades e apontando uma suposta "ausência de legitimidade democrática" na condução do pleito interno.
Para compor este diagnóstico, o PoderData realizou consultas com 2.500 cidadãos entre os dias 21 e 23 de março, utilizando contatos via telefonia móvel e fixa em território nacional.
| Parâmetro | Dados da Pesquisa |
| Margem de Erro | 2 pontos percentuais (para mais ou para menos) |
| Intervalo de Confiança | 95% |
| Amostragem | 2.500 entrevistados |