A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (30) que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deve ter pouca influência na disputa presidencial de 2026, mesmo após ser escolhido pelo PSD como nome do partido para a corrida ao Planalto.
Ao comentar a entrada de Caiado no cenário nacional, Gleisi classificou o governador como uma figura “mais agressiva” e avaliou que ele tende a ocupar um espaço secundário na eleição, diante da polarização que, segundo ela, já está consolidada no país.
“É muito difícil que alguém da terceira via consiga um espaço maior”, afirmou a ministra ao falar com jornalistas.
Segundo Gleisi, a disputa eleitoral segue fortemente concentrada entre os principais polos políticos do país, o que reduz a chance de crescimento de candidaturas alternativas, mesmo com apoio partidário relevante.
Na avaliação da petista, o ambiente político atual dificulta a consolidação de nomes que tentem se apresentar como alternativa aos campos já estabelecidos.Gleisi disse que ainda será preciso observar como setores da direita e do agronegócio vão se posicionar diante da candidatura de Caiado, mas ponderou que isso, por si só, não deve ser suficiente para tirá-lo de uma posição periférica no debate nacional.
Para a ministra, o quadro eleitoral de 2026 já começa a se desenhar com poucas brechas para uma candidatura de centro ou de terceira via ganhar tração real.
O PSD formaliza nesta segunda-feira (30), em São Paulo, a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República.A definição ganhou força após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também do PSD, desistir da disputa. Com isso, Caiado passou a ser o nome mais viável da sigla para a eleição presidencial. Governador de Goiás, Caiado tenta ampliar sua projeção nacional e se colocar como alternativa no campo conservador.
A fala da ministra ocorre a poucos dias de sua saída do governo federal. Gleisi deixará a Secretaria de Relações Institucionais nesta quarta-feira (1º) para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Até o momento, o governo ainda não confirmou quem assumirá o comando da articulação política no lugar dela.