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Astro do Flamengo é processado por goleiro, que cobra mais de R$ 60 mil em ações trabalhistas
Após derrotas na primeira instância, jogador insiste na tese de vínculo trabalhista e tenta reverter decisão em tribunal, cobrando valores e indenização
30/03/2026 15h15
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: redes sociais

O goleiro João Eduardo Lago Magalhães, de 23 anos, entrou na Justiça contra Lucas Paquetá alegando que não recebeu salários e não teve carteira assinada durante o período em que atuou no time Paquetá Sports. Segundo ele, ao Metrópoles, foram cerca de 10 meses de trabalho com promessa de pagamento mensal de R$ 1 mil, além de bonificações por desempenho.

Mesmo sem apresentar defesa, o jogador do Flamengo saiu vencedor nas duas primeiras decisões judiciais. A Justiça entendeu que as provas apresentadas pelo goleiro - como mensagens, fotos e registros de treinos - não foram suficientes para comprovar vínculo empregatício, negando todos os pedidos, incluindo indenizações e reconhecimento de direitos trabalhistas.

 
 
 
 
 
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Inconformado, João Lago recorreu no último dia 9 de março e tenta agora levar o caso ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. Ele cobra cerca de R$ 66 mil, incluindo danos morais, salários atrasados, FGTS, INSS, férias e outros encargos. Em entrevista ao Metrópoles, ele explicou que aceitou o valor abaixo do mínimo por acreditar nas bonificações: “O pagamento em si não era tão interessante para mim. […] Eu ficava mais pelo valor dos jogos”, afirmou.

A Justiça, no entanto, destacou que não houve comprovação de elementos essenciais para caracterizar o vínculo, como subordinação, habitualidade e remuneração efetiva. Em decisão, o juiz apontou que apenas treinar ou aparecer em redes sociais não garante, por si só, a existência de relação de emprego.

O processo também envolve familiares de Paquetá e empresas ligadas à sua gestão esportiva. Inicialmente, a cobrança deve recair sobre as empresas, e só depois, em caso de insucesso, atingir os sócios. Ainda assim, o goleiro tenta reverter esse entendimento no novo recurso.

Enquanto isso, o caso segue sem data para novo julgamento, mantendo o impasse judicial em aberto e com desfecho ainda indefinido.