Em um anúncio estratégico realizado nesta terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou que a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB) será mantida na disputa eleitoral deste ano. A confirmação ocorreu no Palácio do Planalto, durante um encontro com sua equipe ministerial, marcado pelo clima de despedida de diversos auxiliares que pretendem concorrer nas urnas.
Para focar integralmente na campanha, Alckmin se desligará do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), conforme detalhado pelo mandatário.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.
A reunião de hoje não serviu apenas para ratificar a chapa presidencial; ela simboliza uma ampla reestruturação administrativa. Cumprindo as exigências da legislação eleitoral sobre prazos de desincompatibilização, o governo enfrenta uma debandada considerável:
14 ministros já estão com a saída confirmada para a disputa de cargos eletivos.
4 ministros adicionais devem comunicar seu afastamento ao longo desta semana.
Com o esvaziamento de postos-chave, incluindo a cadeira de Alckmin, o governo federal entra em uma fase de transição e remanejamento.
Para evitar a paralisia da máquina pública, a estratégia imediata prevê que os secretários-executivos tomem as rédeas das pastas de forma interina. Essa solução temporária deve durar até que o Planalto defina os nomes definitivos que ocuparão os ministérios durante o período eleitoral.