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Quem é Leonardo Barchini, o novo ministro da Educação do Governo Lula
Barchini é reconhecido pelo seu perfil técnico e profundo conhecimento da máquina pública. Antes de chegar à secretaria-executiva do MEC, ele acumulou vasta experiência na gestão universitária e nas relações internacionais da educação
31/03/2026 12h53
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Leonardo Barchini - Reprodução: Divulgação/Governo Federal

Em um movimento estratégico para garantir a estabilidade das políticas educacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nessa segunda-feira (30), que Leonardo Barchini será o novo Ministro da Educação no último ano do atual mandato. Barchini, que até então servia como o braço direito da pasta na função de secretário-executivo, substitui Camilo Santana, que se despede do cargo para focar no pleito eleitoral de outubro de 2026.

Quem é Leonardo Barchini?

Diferente de nomes puramente políticos, Barchini é reconhecido pelo seu perfil técnico e profundo conhecimento da máquina pública. Antes de chegar à secretaria-executiva do MEC, ele acumulou vasta experiência na gestão universitária e nas relações internacionais da educação.

A cerimônia, realizada em Brasília, foi marcada pela entrega simultânea de 107 benfeitorias educacionais, totalizando um aporte de R$ 413,49 milhões via Novo PAC e orçamento direto do ministério. Ao oficializar o sucessor, Lula foi enfático sobre a necessidade de manter o ritmo das obras e projetos já iniciados:

“Não posso escolher um ministro novo, que não estava na área, para ele entrar querer fazer um novo projeto. Quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está acontecendo naquele ministério para a gente não inventar nada de novo, porque a gente agora só tem que concluir o que a gente começou a fazer”, disse o presidente.

Um dos maiores desafios de Barchini será cumprir a promessa de universalização digital. O salto é ambicioso:

Bastidores da Sucessão

Camilo Santana, que deixa o posto oficialmente até o fim desta semana para cumprir o prazo de desincompatibilização, ainda mantém em sigilo qual cargo disputará nas urnas.

O evento contou com uma plateia de peso, incluindo a primeira-dama, Janja Silva, e figuras centrais do governo e do legislativo, como Rui Costa (Casa Civil), Margareth Menezes (Cultura), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Humanas) e o presidente da Câmara, Hugo Motta.

O MEC agora entra em uma fase de "gestão de conclusão", onde a experiência prévia de Barchini será o pilar para evitar interrupções no cronograma educacional do país.