Prestes a oficializar sua migração para o PSB, o senador, Rodrigo Pacheco (atualmente no PSD), começa a dar sinais claros sobre seu futuro político em Minas Gerais. A estratégia desenhada envolve assumir a candidatura ao Palácio Tiradentes, servindo como o principal pilar de sustentação para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em território mineiro.
A pressão aliada tem sido ostensiva. O próprio senador utilizou suas redes sociais na segunda-feira (30) para repercutir o entusiasmo da base governista, compartilhando um vídeo onde a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), rodeada por apoiadores, entoa o coro: “Rodrigo Pacheco, vem”.
O registro foi feito durante o lançamento da pré-candidatura de Marília ao Senado, ocorrido no último final de semana. No palanque, o otimismo foi reforçado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que não escondeu o desejo de uma composição robusta no estado. Para o dirigente, a configuração ideal para as urnas mineiras teria Pacheco na cabeça de chapa para o governo, ladeado por Marília Campos e Alexandre Kalil (PDT) na disputa pelas duas cadeiras do Senado.
Apesar da proximidade com o PSB, o anúncio oficial de Pacheco ainda esbarra em uma articulação paralela. Uma ala influente do grupo político de Lula ainda tenta seduzi-lo para o MDB, buscando uma alternativa que amplie o arco de alianças.
Pacheco, conhecido por seu perfil cauteloso, deve levar a decisão ao limite do cronômetro eleitoral. A expectativa é que ele aguarde o fechamento da janela de transferências partidárias, que se encerra no dia 3 de abril, para revelar sua nova casa. Somente após essa definição, a montagem formal do bloco de apoio a Lula em Minas Gerais ganhará tração definitiva.