De acordo com a coluna da Mirelle Pinheiro, do Metropoles, um protesto político durante a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultou na detenção de um influenciador digital na manhã de quarta-feira, 1º de abril, em Fortaleza, no Ceará. O jovem, identificado como Pedro Arthur, realizava manifestações contrárias ao chefe do Executivo quando foi abordado pelas equipes de segurança do evento. De acordo com os relatos iniciais, ele teria desacatado a autoridade policial durante a abordagem e, por esse motivo, acabou sendo conduzido à Superintendência da Polícia Federal no estado.
A versão apresentada pelas autoridades policiais aponta que o influenciador foi levado à sede da PF para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Segundo as informações oficiais registradas pela polícia, Pedro Arthur teria sido liberado logo após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento padrão para infrações de menor potencial ofensivo, como o desacato.
Contudo, o caso ganhou um novo desdobramento com o posicionamento do próprio criador de conteúdo. Em contrapartida ao que foi divulgado pela polícia, o influenciador nega publicamente que tenha assinado qualquer tipo de termo ou documento na delegacia, contestando a versão oficial dos fatos e a própria legalidade da condução realizada pelos agentes.
Pedro Arthur é uma figura conhecida nas redes sociais, acumulando mais de 225 mil seguidores em seu perfil no Instagram. Na plataforma, ele utiliza o espaço para compartilhar vídeos e posicionamentos com fortes críticas ao atual presidente e a seus aliados políticos. Em sua biografia na rede social, ele se identifica como porta-voz do grupo MDB Livre e destaca como sua principal missão o combate à atuação do Partido dos Trabalhadores (PT) na região Nordeste do país.