Um dossiê elaborado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sustenta que o magistrado, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), implementou táticas de repressão digital voltadas contra críticos do atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com alcance em solo nacional e estrangeiro.
“O ministro Moraes tenta silenciar opositores políticos. Muitas das ordens de censura do ministro Moraes têm como alvo seus opositores políticos e os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto no Brasil quanto no exterior”, aponta um fragmento da peça produzida pelo colegiado, hoje sob a batuta dos Republicanos, agremiação vinculada a Donald Trump.
“Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o ministro Moraes emitiu diversas ordens contra Eduardo Bolsonaro — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e irmão de Flávio Bolsonaro, apontado como um dos principais nomes da direita na disputa presidencial brasileira”, detalha o texto.
O grupo parlamentar ressaltou, adicionalmente, que Eduardo Bolsonaro “atualmente vive nos Estados Unidos e é um importante defensor da imposição de sanções dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes”.
O documento, vindo a público na última quarta-feira (1º), visa coletar subsídios para discussões no Poder Legislativo norte-americano. A análise pretende nortear possíveis iniciativas jurídicas ou de relações externas referentes ao comportamento de administrações de outros países em tópicos como o direito à livre manifestação e o controle de ambientes virtuais.
Em um desdobramento recente, Alexandre de Moraes notificou Eduardo para prestar esclarecimentos acerca de uma gravação realizada com correligionários nos EUA. Segundo o ex-parlamentar, o conteúdo seria apresentado a Jair Bolsonaro, que cumpre detenção em sua residência e está impedido de utilizar as redes sociais.