O irmão de criação da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, oficializou sua intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL do Distrito Federal. Carlos Eduardo Antunes Torres ficou conhecido por ser o responsável por entregar refeições a Jair Bolsonaro durante sua custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Recentemente, o corpo jurídico do ex-mandatário peticionou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que Eduardo Torres receba autorização para atuar como assistente de cuidados de Bolsonaro enquanto este permanece em regime de prisão domiciliar.
A solicitação foi submetida ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Os advogados sustentam que Michelle, a filha caçula e a enteada possuem compromissos diversos, o que impediria uma dedicação exclusiva ao ex-presidente.
Eduardo Torres angariou prestígio junto à militância conservadora e frequentemente compartilha registros com figuras proeminentes do PL em suas plataformas digitais. Apesar de ter tentado o cargo de deputado distrital nos pleitos de 2018 e 2022, ele não logrou êxito nas urnas.
Após receber alta médica em 13 de março, Bolsonaro cumpre determinações judiciais em sua residência, com validade inicial de três meses. Entre as restrições impostas por Moraes, constam a proibição ao uso de aparelhos celulares e a interdição de visitas externas.
A decisão do magistrado limitou a circulação de terceiros no imóvel com o intuito de “evitar risco de sepse e controle de infecções”. No momento, apenas a esposa, a filha Laura e a enteada Letícia Firmino residem com ele.
Nesse contexto, a defesa pleiteia que o irmão de consideração de Michelle seja adicionado à lista restrita de frequentadores da casa no Jardim Botânico. O argumento central é que Carlos Eduardo possui experiência prévia na função de cuidador.