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Lula e Flávio seguem em empate técnico em nova pesquisa eleitoral
Os números revelam um cenário de paridade entre os dois candidatos, considerando que a variação máxima prevista é de 2,5 pontos para mais ou para menos
08/04/2026 12h23
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Lula e Senador Flávio Bolsonaro - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sa/AFP

O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), detém 40,4% da preferência do eleitorado, enquanto o senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atinge 37%, de acordo com o levantamento Meio/Ideia divulgado nesta quarta-feira (8). Os números revelam um cenário de paridade entre os dois candidatos, considerando que a variação máxima prevista é de 2,5 pontos para mais ou para menos.

No panorama de primeiro turno com nomes apresentados, a igualdade estatística persiste. Contudo, em uma eventual rodada decisiva, Flávio aparece ligeiramente à frente com 45,8% contra 45,5% de Lula. O estudo indica uma consolidação das posições: na verificação de março, o petista somava 40,3% e o representante do PL, 35%, movimentações que não romperam os limites da margem de erro.

Atrás dos líderes, observa-se um novo agrupamento em equilíbrio técnico. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 6,5%, seguido por Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 3%. O grupo de eleitores que optaria por branco ou nulo é de 1%, enquanto 8,5% não souberam opinar. Aldo Rebelo (DC) figura com 0,6%.

Confrontos Diretos no Segundo Turno

Excluindo o embate com o filho do ex-presidente, Lula triunfa sobre os demais oponentes. Ele mantém uma distância de seis pontos sobre Caiado (45% a 39%) e sobre Zema (44,7% a 38,7%). A maior disparidade ocorre contra Renan Santos, onde a vantagem do atual presidente chega a 18,6 pontos (45% a 26,4%).

Um dado relevante da Meio/Ideia é o aumento da incerteza. Se no início do ano 64,5% dos entrevistados estavam convictos de sua escolha, hoje esse grupo encolheu para 48,6%. Atualmente, a maioria (51,4%) admite que sua opção ainda não é definitiva.

Quanto ao desempenho da gestão federal, os índices de aprovação e rejeição apresentaram estabilidade:

Democracia e Anistia

Ao serem questionados sobre os riscos às instituições, 42,5% dos participantes apontaram o acúmulo de autoridade nos tribunais superiores como o maior perigo, superando a corrupção política (16,5%).

Sobre o perdão jurídico aos envolvidos nos atos de "8 de Janeiro", a opinião pública está dividida:

O estudo ouviu 1.500 cidadãos entre 3 e 7 de abril, apresenta confiança de 95% e está protocolado no TSE sob o registro BR-00605/2026-BRASIL.