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PL planeja vice mulher para Flávio e evitar 'erro fatal' de 2022
A estratégia visa corrigir o que ele aponta como o equívoco fatal da campanha de 2022: a carência de um diálogo efetivo com o eleitorado feminino
09/04/2026 11h42
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Flávio Bolsonaro - Reprodução: REUTERS/Callaghan O'Hare

A sucessão de Jair Bolsonaro (PL) para o pleito presidencial de outubro já possui um nome definido: seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com a cabeça de chapa confirmada, o foco dos bastidores políticos agora se volta para a composição da vaga de vice. Valdemar Costa Neto, mandatário do Partido Liberal, defende com convicção que o posto seja ocupado por uma figura feminina. A estratégia visa corrigir o que ele aponta como o equívoco fatal da campanha de 2022: a carência de um diálogo efetivo com o eleitorado feminino.

Apesar do protagonismo como líder do PL Mulher, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, parece estar fora do páreo. Além de manter uma relação historicamente complexa com os filhos do marido, ela não tem manifestado suporte público à candidatura do enteado. Valdemar justificou a resistência à ex-primeira-dama durante um evento empresarial do Lide em São Paulo:

“Michelle não. Eu acho que não, porque ela já tem o mesmo nome. Tem que abrir para outros partidos”, pontuou o dirigente, evitando aprofundar-se em possíveis rusgas familiares.

O presidente do PL assegura que não exercerá pressão sobre a escolha final, delegando a decisão a Flávio e ao próprio Jair. Contudo, ele desenha o perfil ideal: uma “mulher do ramo”, que “seja craque”. Valdemar sugeriu ainda que o foco pode estar na região setentrional do país: “Tem muita gente boa no Nordeste, que já me deram nomes, e eu não quero falar aqui”.

Flávio Bolsonaro planeja intensificar a triagem de nomes agora que o período de trocas partidárias foi encerrado. Em participação no podcast Inteligência Ltda na última segunda-feira (6), o pré-candidato ratificou a busca por uma parceira de chapa, mas ressaltou que a revelação ocorrerá apenas mais “para o final”.

Entre as cotadas, surgem duas figuras de destaque:

A insistência em uma vice feminina não é por acaso. O peso das mulheres nas urnas é determinante: segundo o TSE, com métricas das Eleições Municipais de 2024, o Brasil conta com 81.806.914 eleitoras, representando 52,47% do eleitorado nacional. Dominar esse segmento é visto como o "pulo do gato" para a viabilidade da chapa conservadora.