Um novo levantamento do instituto Real Time Big Data revela um cenário de alerta para o Palácio do Planalto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra uma queda de dez pontos a menos no estado de Pernambuco, quando confrontado com o desempenho avassalador que teve nas urnas em 2022. Para este diagnóstico, foram consultados 1.600 cidadãos pernambucanos entre os dias 7 e 8 de abril, com um nível de confiabilidade de 95% e variação de dois pontos para mais ou para menos.
Na última eleição presidencial, o petista consolidou-se como a maior força política da região, atingindo quase 70% do total dos votos válidos: 66,93%, especificamente. Contudo, o panorama atual mostra um declínio nessa base sólida: hoje, apenas 56% dos entrevistados afirmando que votariam nele no primeiro turno, evidenciando a perda de força em sua terra natal.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 56%
Flávio Bolsonaro (PL): 25%
Ronaldo Caiado (PSD): 6%
Renan Santos (Missão): 2%
Romeu Zema (Novo): 2%
Augusto Cury (Avante): 1%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Nulo/Branco: 5%
Não sabe/não respondeu: 2%
A tendência de baixa também se reflete nos confrontos diretos de segundo turno. Em um duelo contra o senador Flávio Bolsonaro, a vantagem de Lula encolheria para 59%, registrando quase oito pontos a menos em relação ao seu histórico recente.
Cenário A: Lula vs. Flávio Bolsonaro
Lula: 59%
Flávio Bolsonaro: 32%
Branco/Nulo: 6% / NS/NR: 3%
Já em um embate contra o governador goiano, Ronaldo Caiado, a retração é mais suave, mas ainda real: o presidente aparece com 62%, uma redução de quase cinco pontos na comparação com 2022.
Cenário B: Lula vs. Ronaldo Caiado
Lula: 62%
Ronaldo Caiado: 25%
Branco/Nulo: 8% / NS/NR: 5%
Pernambuco não é apenas um estado simbólico por ser onde Lula nasceu; é um gigante político com 7,1 milhões de eleitores, ocupando o posto de sétimo maior colégio eleitoral da nação. Em 2022, a hegemonia foi tamanha que o então adversário, Jair Bolsonaro, obteve apenas 33,07% dos votos locais, enquanto o petista chegou a ultrapassar a marca de 90% de apoio em determinadas cidades.
A pesquisa também mergulhou na percepção da eficiência do governo. Atualmente, a aprovação da administração caminha lado a lado com a intenção de voto:
Aprovação: 60%
Desaprovação: 37%
Não sabe/Não respondeu: 3%
Ao detalhar a qualidade do trabalho desenvolvido, os entrevistados classificam o governo da seguinte forma:
Ótimo ou bom: 42%
Regular: 27%
Ruim ou péssimo: 29%
Não sabe/Não respondeu: 2%