Em uma entrevista exclusiva para o portal Bacci Notícias nesta quinta-feira (9), o nome do partido Missão para o Palácio do Planalto, Renan Santos, detalhou seus planos para reformular a governança do Rio de Janeiro. O foco central de sua agenda para a cidade é a descentralização, garantindo ao município poderes de gestão mais robustos.
O postulante fez questão de desmistificar interpretações de que seu projeto visaria uma ruptura com o país. Ele esclareceu que a meta é meramente gerencial: “Não é separar, é dar autonomia”. Segundo Santos, a finalidade é proporcionar à metrópole as ferramentas necessárias para uma condução política e econômica independente, afirmando: “Não é nem separar o Rio. Eu quero dar uma autonomia para que ele possa se autogerir.”
Para fundamentar sua tese, Santos utilizou o modelo de grandes centros mundiais que operam sob legislações diferenciadas:
Regimes Especiais: Ele apontou que Buenos Aires, Hong Kong e Xangai são cidades com status especial de administração.
Hub Econômico: O objetivo dessa manobra administrativa seria catapultar a capital a um novo patamar global, pois, em sua visão, a cidade pode se tornar um hub digital e turístico para o mundo.
O pré-candidato também direcionou críticas à atual estrutura de repartição de receitas, que ele considera um entrave para o progresso local. Santos argumenta que o pacto federativo e a relação com o governo estadual drenam a capacidade de investimento da prefeitura.
“Parte do orçamento é usada para bancar o estado e o município deixa de cumprir seu papel”.
Para o líder do Missão, essa configuração atual é a principal responsável por estagnar o potencial da capital fluminense, impedindo que ela exerça sua função plena junto aos cidadãos.