A certidão de óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário", figura central na estrutura de apoio do banqueiro Daniel Vorcaro, permanece com uma lacuna crucial em branco: o causa do óbito. O papel, acessado em primeira mão pela coluna de Igor Gadelha e Gustavo Zucchi, do Metrópoles, limita-se a dizer que o motivo da morte está “aguardando exames”. O dado gera questionamentos, uma vez que a Polícia Federal (PF) já havia comunicado que o óbito ocorreu após uma tentativa de suicídio durante o período de cárcere.
Lavrada na última quarta-feira (08), a certidão não apresenta uma conclusão médica definida. Em vez de uma patologia ou lesão específica, o texto afirma que o veredito biológico depende de análises laboratoriais futuras. Mourão morreu em 6 de março, com o registro do óbito efetuado no dia seguinte, 7 de março. Conhecido por operacionalizar demandas variadas de Vorcaro, ele era visto no círculo íntimo como um “faz-tudo” estratégico do investidor.
Alguns donos de cartório, ouvidos pela coluna de Gadelha, explicam que, embora atípico, o fornecimento de documentos sem a causa mortis detalhada acontece sob condições específicas.
Celeridade no Sepultamento: Ocorre geralmente quando os parentes optam por agilizar o enterro antes da finalização dos laudos técnicos.
Protocolos de Suicídio: Em cenários onde se confirma o suicídio, o vocabulário padrão costuma envolver termos como “lesões auto-infligidas”, algo que não consta no atual documento de Mourão.
A narrativa mantida pela Polícia Federal sustenta que Luiz Phillipi tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia do Estado. Ele chegou a receber cuidados hospitalares após o incidente, porém não resisti. Agora, a validação jurídica e médica da causa da morte fica condicionada ao encerramento da perícia científica, que segue processando os exames pendentes mencionados na certidão.