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Pré-candidato, Tarcísio defende PEC que põe fim à reeleição
O governador de São Paulo sugeriu que a classe política e a sociedade precisam avaliar “em que medida a reeleição está ajudando ou não” o Estado brasileiro
09/04/2026 14h52
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Tarcísio de Freitas - Reprodução: Paulo Guereta / Governo do Estado de SP

O chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posicionou-se favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a reeleição. Durante um compromisso oficial em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Tarcísio defendeu que a estrutura política atual necessita de uma revisão profunda.

Para ele, o sistema de mandatos sucessivos gera um impacto negativo no desenvolvimento da nação:

"Hoje, eu acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil", afirmou o governador.

Tarcísio sugeriu que a classe política e a sociedade precisam avaliar "em que medida a reeleição está ajudando ou não" o Estado brasileiro. Ele foi além ao sugerir que a prioridade legislativa deveria ser o sistema eleitoral: "Talvez a reforma mãe [que o Brasil precisa] seja a reforma política".

A proposta em debate, redigida pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), foca primordialmente na figura do Presidente da República.

Além da alternância de poder, Tarcísio trouxe à tona o debate sobre a eficiência democrática e o voto distrital. Segundo ele, é vital que as "instituições organizadas funcionam em harmonia e aí a gente pode olhar para frente e ter um país que cresce de forma consistente".

A defesa desta PEC também carrega um forte componente estratégico para o autor da proposta. Flávio Bolsonaro tem utilizado o projeto para atrair partidos do centrão, sinalizando que, ao extinguir a reeleição presidencial, abriria caminho para novas lideranças no pleito de 2030.

O governador concluiu reforçando sua preocupação com o modelo atual de representação:

"Hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é em que medida a gente está conseguindo ter representatividade. Na medida em que as pessoas estão sendo representadas, os territórios estão sendo representados. E aí vem a discussão do voto distrital".