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Conheça José Guimarães, novo secretário de Relações Institucionais de Lula
Natural de Quixeramobim, no interior do Ceará, José Nobre Guimarães é jurista de formação e figura entre os interlocutores mais longevos e fiéis de Lula
13/04/2026 12h40
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Lula e José Guimarães - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

Na tarde do último sábado (11), o atual porta-voz da gestão federal na Câmara, José Guimarães (PT-CE), confirmou sua migração para a Secretaria de Relações Institucionais. A movimentação ocorre pouco mais de uma semana após a saída de Gleisi Hoffmann, que se ausentou da função visando a disputa por uma cadeira no Senado pelo Paraná.

Natural de Quixeramobim, no interior do Ceará, José Nobre Guimarães é jurista de formação e figura entre os interlocutores mais longevos e fiéis de Lula, trajetória iniciada logo após sua entrada no PT, em 1985.

Ao longo das décadas, o parlamentar consolidou-se como peça-chave em instantes cruciais para a legenda. Irmão de José Genoíno, ex-comandante nacional da sigla, Guimarães também liderou o diretório petista em seu estado natal durante quase toda a década de 90.

Sua história política está intrinsecamente ligada à de Lula. No Ceará, ele esteve à frente das operações da primeira tentativa presidencial do petista, em 1989, e também no pleito vitorioso de 2002. Duas décadas mais tarde, ele ainda ocupava lugar de destaque no palanque que celebrou o início do terceiro mandato do atual presidente.

Esta não é a primeira vez que o deputado assume missões complexas. Em 2015, foi o líder de Dilma Rousseff na Câmara, tentando apaziguar os ânimos entre o Executivo e o então presidente da Casa, Eduardo Cunha. Ele deixou a função em abril de 2016, no auge do processo que culminou no afastamento da ex-presidente.

Desafios no Novo Posto

Atualmente em sua quinta legislatura, tendo estreado em 2006 como o mais votado de sua bancada, Guimarães assume a delicada ponte entre o Palácio do Planalto e o Congresso em um clima de tensão, marcado por um índice de reprovação governamental de 48%.

Entre as batalhas legislativas que o aguardam, destacam-se: