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Com aprovação abaixo de 45%, cientista político afirma que reeleição de Lula é “muito difícil”
Segundo a análise do especialista Antônio Lavareda, a continuidade do mandato petista está ameaçada caso esses patamares não subam.
13/04/2026 13h03
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Lula - Reprodução: Evaristo Sá/AFP

Com o mercado de trabalho superaquecido e o pessimismo da população quanto a economia, o descontentamento e a visão negativa dos cidadãos sobre o destino financeiro do país têm desgastado a popularidade do presidente Lula. Dados recentes ilustram esse cenário: o levantamento da Paraná Pesquisas aponta 44,1% de aceitação, enquanto a Meio/Ideia registra 45% e a Genial/Quaest sinaliza 44%.

Segundo a análise do cientista político, Antônio Lavareda, em reportagem exclusiva ao Veja, a continuidade do mandato petista está ameaçada caso esses patamares não subam. Ele argumenta que, abaixo dos 45%, o caminho para a vitória torna-se tortuoso. O êxito é provável na faixa entre 45% e 50%, enquanto índices superiores a esse teto o colocariam como grande predileto.

Sobre a relevância dessa barreira de 45%, Lavareda esclarece que o parâmetro baseia-se em dados concretos: “Esses números não são mágicos, são observáveis. São séries históricas”.

O panorama estatístico sugere que um eventual fracasso de Lula nas urnas é uma possibilidade real. “Lula entrou no ano da eleição em viés de queda de sua aprovação. O desempenho nas pesquisas é muito apertado em relação a seus adversários”, avalia o cientista político. Para ele, o controle da rejeição é vital: “Se não derrubar a desaprovação, pode ser derrotado. Mas, por enquanto, ele não pode ser descartado como vencedor, muito menos como perdedor eventual”, afirmou o especialista.

Um trunfo importante a favor do atual mandatário é a “vantagem de incumbente”, o benefício de gerir o Estado e implementar ações diretas que possam seduzir o eleitorado. O analista recorda que essa tática foi tentada por Bolsonaro em 2022, quando o ex-presidente movimentou cerca de 300 bilhões de reais para tentar reverter sua baixa popularidade, embora sem obter o resultado esperado.

Fatores de Virada e Indecisão

Certas iniciativas governamentais surgem como potenciais catalisadores de aprovação, tais como:

Além disso, o jogo permanece aberto, já que uma fatia considerável do povo ainda não oficializou sua escolha. De acordo com a Meio/Ideia, 51,4% dos votantes admitem a chance de trocar de representante até o dia da votação.

Neste tabuleiro de alta tensão, a mesma sondagem revela um empate técnico no segundo turno: Flávio Bolsonaro (PL) sustenta 45,8%, superando Lula por uma margem mínima de apenas 0,3 ponto percentual.