Mesmo na condição de foragido, o ex-goleiro, Bruno Fernandes, continua acionando o Poder Judiciário brasileiro. A coluna Fábia Oliveira revelou que o atleta figura como autor em um processo contra a Meta, empresa dona da Facebook, situação na qual ele curiosamente buscou se esquivar de um comparecimento presencial à Corte.
No fim de março, Bruno iniciou um embate jurídico contra a rede social, alegando que sua conta profissional no Instagram sofreu instabilidades técnicas. Segundo ele, as falhas faziam parecer que o perfil havia sido removido, provocando uma nítida limitação de acesso.
O atleta argumenta que, embora a página esteja no ar, ela simplesmente “desapareceu” para os usuários em território nacional, o que comprometeria sua relevância digital, autoridade e interação com os seguidores.
Na tentativa de resolver o impasse rapidamente, o ex-flamenguista solicitou uma medida urgente para normalizar o alcance de sua conta. Entretanto, o magistrado indeferiu a liminar em 31 de março, por não vislumbrar urgência ou risco imediato de prejuízo.
No mérito da causa, Bruno exige:
A correção definitiva dos erros na plataforma;
Uma compensação financeira de R$ 30 mil a título de danos morais.
O 1º Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes agendou uma sessão de conciliação para o mês de maio. No dia 8 de abril, o goleiro protocolou um pedido para ser ouvido por videoconferência. Contudo, nessa última segunda-feira (13), a Justiça barrou a solicitação. O juiz reiterou que o rito é presencial e que o autor não justificou qualquer impedimento real para não se apresentar ao fórum.
É importante destacar que Bruno é considerado foragido desde o dia 5 de março, quando a Vara de Execuções Penais emitiu uma nova ordem de detenção. A medida foi tomada após o atleta, condenado inicialmente em 2010 pelo homicídio de Eliza Samúdio, violar as regras estabelecidas em seu regime de liberdade condicional. Atualmente, o destino do jogador permanece desconhecido pelas autoridades.