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Perseguição? Moraes autoriza PF investigar postagem de Flávio contra Lula
A confusão começou após uma postagem, datada de 3 de janeiro de 2026, na rede social X (antigo Twitter). Na ocasião, o filho do ex-presidente vinculou imagens de Lula aos de Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela
15/04/2026 10h27
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Alexandre de Moraes - Reprodução: Fellipe Sampaio/STF

O magistrado, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o início de uma investigação formal direcionada ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O foco do inquérito é verificar se houve a prática de injúria contra o presidente Lula, em decorrência de conteúdos compartilhados pelo parlamentar na internet.

A determinação atende a uma representação da Polícia Federal (PF), provocada por solicitação do Ministério da Justiça, conforme apurado pela coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles. Com a autorização do ministro, a PF terá dois meses para conduzir as etapas preliminares de coleta de provas e depoimentos

A confusão começou após uma postagem, datada de 3 de janeiro de 2026, na rede social X (antigo Twitter). Na ocasião, o filho do ex-presidente vinculou imagens de Lula aos de Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela. Na legenda, que continua disponível para visualização, o senador afirmou:

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Reprodução: X

A manifestação ocorreu durante o compartilhamento de uma notícia sobre uma reunião emergencial do governo brasileiro, motivada pela captura de Maduro pelas autoridades norte-americanas.

Argumentação Jurídica e Publicidade

A PF sustentou que a gravidade da conduta é acentuada pelo alcance digital do senador. Segundo a fundamentação acolhida na decisão:

“Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputam fatos criminosos ao presidente da República“.

O Ministério Público Federal, por meio da PGR, também deu aval à continuidade das investigações, sublinhando que:

“A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribuem falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao presidente”.

Por fim, Moraes oordenou a retirada de sigilo de justiça, permitindo o livre acesso aos dados do processo, visto que o caso envolve o foro privilegiado do congressista e não apresenta razões para permanecer oculto.