A Polícia Federal (PF) mapeou a transferência de seis propriedades, avaliadas em R$ 140 milhões, que seriam “supostas propinas” repassadas pelo Banco Master a Paulo Henrique Costa. O antigo presidente do Banco de Brasília (BRB) foi detido pelas autoridades na capital federal durante as primeiras horas desta quinta-feira (16).
Informações preliminares obtidas pelo Metrópoles indicam que o patrimônio sob suspeita consiste em dois imóveis situados em Brasília e quatro localizados em São Paulo. O ex-executivo é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que teriam sido aceitos como recompensa para aprovar as compras de carteiras fraudulentas.
De acordo com os investigadores, o gestor teria ignorado protocolos de integridade ao autorizar transações com a entidade de Daniel Vorcaro “sem lastro”, ou seja, sem garantia ou suporte que um ativo oferece para a obtenção de crédito.
A estratégia da administração de Costa no BRB envolveria o socorro financeiro ao Master por meio de movimentações atípicas, servindo como um suporte paliativo enquanto o Banco Central avaliava a proposta de aquisição.
Embora o banco brasiliense tenha oficializado a intenção de compra em março de 2025, o órgão regulador barrou a transação, impedindo que o negócio fosse concretizado.
O Valor: R$ 140 milhões em patrimônio imobiliário (DF e SP).
O Crime: Suspeita de favorecimento ao Banco Master em troca de bens.
A Falha: Operações realizadas sem as devidas garantias financeiras (“sem lastro”).
O Desfecho: Negócio vetado pelo Banco Central e prisão do ex-presidente do BRB.