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Criador de proposta por fim da escala 6x1, vereador diz que jornada ideal seria 4x3
Ideal defendido por Rick Azevedo prevê três dias de descanso semanal, enquanto proposta considerada viável no momento aponta para modelo intermediário com 40 horas
17/04/2026 15h37 Atualizada há 4 meses
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: redes sociais

O vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo voltou a movimentar o debate sobre a jornada de trabalho no Brasil ao defender um modelo considerado mais radical: a escala 4x3, com apenas quatro dias de trabalho e três de descanso por semana, totalizando 36 horas semanais.

Em entrevista recente ao Metrópoles, o parlamentar afirmou que esse seria o formato mais justo para os trabalhadores:

Eu acho ideal a escala 4×3, com 36 horas semanais. Seria o justo para a classe trabalhadora. As pessoas querem trabalhar, mas também querem viver de forma digna, de forma justa, porque o trabalhador é gente, tem família para cuidar.

Apesar da defesa, ele reconheceu que o cenário político ainda não permite esse avanço imediato. Segundo Azevedo, a proposta mais viável no momento é a adoção da escala 5x2, com 40 horas semanais, modelo considerado intermediário dentro das articulações em andamento.

A discussão gira em torno do fim da tradicional escala 6x1, em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A Proposta de Emenda à Constituição é liderada pela deputada federal Erika Hilton e tem como principal objetivo garantir dois dias de descanso por semana.

 
 
 
 
 
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A ideia ganhou força a partir do Movimento Vida Além do Trabalho, também liderado por Azevedo, e chegou ao Congresso com apoio popular. No entanto, o vereador chamou atenção para um ponto crítico: a fiscalização.

Muitos patrões neste país não cumprem as leis trabalhistas. A gente fala de escala 6×1, mas, muitas vezes, trabalhadores relatam que estão na escala 14×1 ou 15×1 — o que é crime.

Ele ainda destacou que há articulações com o Ministério Público do Trabalho e o Congresso para garantir que, caso aprovada, a nova regra seja efetivamente cumprida. “Não adianta só aprovar o fim da escala 6×1. Precisa ter uma fiscalização incisiva do Ministério do Trabalho”, completou.

Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto com urgência constitucional para tratar do tema. A proposta proíbe a redução de salários e pode beneficiar cerca de 14 milhões de trabalhadores, sendo vista como uma das apostas para melhorar a percepção popular em ano eleitoral.