A Polícia Federal (PF) finalizou as investigações acerca do falecimento de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, figura identificada como o “Sicário” do empresário, Daniel Vorcaro. Em um movimento estratégico, Richard Murad Macedo, superintendente da instituição em Minas Gerais, deslocou-se até Brasília nesta quinta-feira (23) para protocolar os resultados diretamente no Supremo Tribunal Federal (STF), instância que centraliza os processos vinculados ao Banco Master.
O relatório aponta que Mourão tentou suicídio de forma isolada em sua cela, na sede da corporação, no dia 4 de março. O óbito cerebral foi confirmado 48 horas depois, em uma unidade de saúde de Belo Horizonte.
As perícias afastaram qualquer hipótese de intervenção de terceiros ou homicídio, corroborando informações divulgadas anteriormente pela coluna de Mirelle Pinheiro no portal Metrópoles.
O cronograma dos fatos segundo a PF:
Custódia: O “Sicário” foi detido durante a terceira etapa da Operação Compliance Zero. Ele era visto como o braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro em uma rede que envolveria fraudes e táticas de coação.
O Incidente: Na mesma data da prisão, o investigado utilizou a própria vestimenta para o enforcamento no interior da cela.
Socorro: Houve tentativas de reanimação por parte de agentes federais e equipes do Samu antes da remoção para o hospital.
Documentos judiciais que fundamentaram as fases recentes da Operação Compliance Zero detalham que o Sicário exercia uma função de comando. Ele seria o encarregado de monitorar adversários, coletar dados sigilosos e perseguir indivíduos que faziam críticas ou eram vistos como competidores do banqueiro.
Nas evidências colhidas, o indivíduo é descrito como o mentor operacional da denominada “Turma”. Esse núcleo era composto por aliados íntimos de Vorcaro e profissionais com experiência em segurança pública e privada, focados em ações de vigilância e inteligência.